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Determinação para chegar onde queremos.

Maio de 2016. Minha vida estava parada. Todo dia a mesma rotina: trabalho, casa. Dormia a tarde inteira, depois comia, tomava banho e dormia de novo.  Acho que mesmo sem me dar conta, sabia que já não gostava tanto assim de mim. Como poderia gostar então dos outros ao meu redor? Estava infeliz com minha falta de perspectiva. Aos 25 anos de idade, com pouco mais de 131 kg, precisava mudar. Não era só o meu peso que estava me incomodando, mas principalmente a imagem que estava tendo de mim. Decidi procurar ajuda psicológica e criei coragem para tomar atitudes que precisavam de um olhar mais pra dentro. E tomei várias! Em julho resolvi criar o projeto #EmagreceDesirée. Estava em férias e ao invés de fazer tudo o que fiz nos anos anteriores, fiz diferente: me dediquei a conquistar um estilo de vida mais saudável. Todo santo dia acordava cedinho e ia a praia praticar atividades físicas. Quase morria correndo na areia, mas como acompanhamento de uma personal trainer, consegui ir superando meus limites físicos aos pouquinhos. Em tempos em que a rede social é prato cheio para exposição da vida, vi que pra mim, o ingrediente principal era exatamente me expor muito. E coloquei o #EmagreceDesirée no Instagram ( dá uma olhada lá: @desireefala). Assim eu teria menos motivos para desistir de novo  – Sim, já havia começado muito projetos em segredo, só comigo mesma, mas que dei pra trás – Dessa vez as coisas tinham que ser diferentes.  E trinta dias depois consegui me livrar de 6 kg. Claro, com apoio de profissionais que me deram orientação psicologia, nutricional e física. E me vi motivada a querer mais. Eu sabia que poderia  mais. No meu perfil do Instagram foram chegando pessoas que não sei quem são, mas que se dizem inspiradas a buscar novos hábitos também. Hoje, com poucos mais de menos 20kg na balança, uma tonelada a mais de autoestima e vontade de viver e também alguns quilos de muita vida na veia, percebi que não é o nosso exterior que define a nossa felicidade. Ele reflete somente aquilo o que vivemos por dentro. As nossas fragilidades, o nosso medo de nos conhecer e a nossa falta de coragem de mudar. Mudar dói, quebra vínculos e desfaz aquela segurança que muitas vezes insistimos em ter, quando na verdade ela é somente a nossa insegurança. E se você leu até aqui e também está passando por algo parecido pelo que comecei a me dar conta lá no mês de maio, peço licença pra te DAR UM DIQUINHA:  se permita quebrar correntes. Elas nos aprisionam e nos impede de ver a infinidade de boas possibilidades que a vida nos apresenta todos os dias. A minha obesidade mórbida grau III dizia muito mais do que maus hábitos alimentares e de vida, dizia que eu precisava mudar. E se sua morbidade não estiver na balança, se desfaça dos pesos que envergam a sua capacidade de ser feliz!

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