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LIPOESCULTURA

Dentre os procedimentos de cirurgia plástica realizados no Brasil a lipoaspiração é um dos mais procurados. Existem várias dúvidas daqueles que buscam essa cirurgia. Assim, o esclarecimento é importantíssimo para a segurança e qualidade da mesma.

A lipoaspiração não é um procedimento que visa ao emagrecimento, mas, sim, à retirada de gorduras localizadas e ao contorno corporal harmonioso. Por isso, sempre orientamos os pacientes acima do peso a perderem, antes do procedimento, o excesso desse peso e a realizarem uma reorientação nutricional para a obtenção de um melhor resultado). O que acontece nessa cirurgia é a retirada de células adiposas através de uma cânula, podendo-se retirar até 5 a 7% de gordura e líquido aspirado do peso do paciente. Mesmo assim, o paciente deve manter o peso adequado, pois há outras células remanescentes que têm a capacidade de se dilatarem com o aumento do peso.

Essa técnica pode ser realizada onde encontramos gordura localizada, como, por exemplo: abdome, flancos, dorso, culotes, coxa, submento, braços. Pode-se, também, associar outras cirurgias, tais como: lipoaspiração e implante mamário ou lipoaspiração e abdominoplastia- lembrando que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica recomenda, no máximo, dois procedimentos por cirurgia. Ela pode ser feita novamente, porém, o ideal é que a paciente realize apenas uma cirurgia e mude hábitos alimentares e de vida.

A lipoaspiração deve ser realizada em ambiente hospitalar, com a presença de um anestesista, sendo necessário que a paciente fique internada por, pelo menos, um dia e uma noite, pois existem riscos durante e após o procedimento que podem ser prevenidos ou prontamente resolvidos no hospital. Esses riscos também são diminuídos com uma boa avaliação clínica e laboratorial. Os exames pré-operatórios de rotina são: hemograma, coagulograma, tipo sanguíneo, ureia, creatinina, glicemia de jejum, USG abdominal (se for realizar sobre o abdome), radiografia de tórax, ECG e avaliação cardiológica. Pacientes hipertensos, diabéticos e cardiopatas podem realizar esse procedimento desde que estejam controlados e com a avaliação do cardiologista autorizando o procedimento. A faixa etária a partir dos dezoito anos e a idade limite é definida de acordo com a capacidade física do paciente.

Existem diferentes técnicas para realizar a lipoaspiração, sendo, atualmente, a mais utilizada a chamada úmida, em que se infiltra uma solução e se retira a mesma quantidade de líquido e gordura. Com isso, há menor perda de sangue e menor edema, diferente das técnicas seca e tumescente. Procedimentos como Lipo Light e hidrolipo não existem na literatura recomendada. São apenas termos usados para facilitar a aceitação e diminuir o receio que o paciente sente sobre essa cirurgia. Geralmente, são realizados em clínica sem estrutura adequada e sem anestesista, dando a falsa impressão de segurança. É importante alertar que esse tipo de prática é incorreto, aumenta os riscos do paciente e, frequentemente, é realizado por profissionais não qualificados.

Os principais cuidados pós-operatórios são: dieta leve, bastante hidratação, uso de antibióticos e analgésicos recomendados, curativos diários, deambulação de rotina, uso de meias anti-trombos e drenagem linfática com fisioterapeuta. Já as complicações podem ser subdivididas em menores e maiores, onde as menores seriam irregularidades, depressões, seroma e hematoma, e as maiores a trombose venosa profunda e o tromboembolismo pulmonar. Para que sejam diminuídas as chances de complicações o mais importante é buscar um cirurgião plástico qualificado que deve ser Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica com boa formação na área.

Com isso, agradeço a oportunidade de esclarecer um pouco sobre a lipoaspiração e recomendo a quem tem interesse sobre esse tema ou queira realizar esse procedimento que busque se informar melhor através de cirurgiões plásticos, não procurando apenas preço ou falsas ideias de facilidade. Assim, você pode ficar mais seguro para realizar uma boa cirurgia e com baixos riscos.

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