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Como usar a portabilidade de serviços para reduzir os gastos

Em tempos (e quanto tempo!) de crise e aperto financeiro, toda economia é bem-vinda. Nesse post, quero falar sobre portabilidade, não só de crédito, como de outros serviços.

Antes, porém, preciso situar a portabilidade dentro do planejamento financeiro pessoal.

Não me canso de repetir aqui que a organização e o controle do seu caixa são ações primordiais para a condução responsável de suas finanças, além de serem o ponto de partida para a priorização das despesas: ao classificá-las como essenciais, importantes, supérfluas ou desperdício, sabemos onde atacar com mais afinco. Eliminar o desperdício é obrigação; ter equilíbrio com as despesas supérfluas é fundamental para o par orçamento e qualidade de vida; finalmente, reduzir os gastos importantes e essenciais pode fazer toda diferença entre estar no azul e estar no vermelho.

A redução dos gastos virá da revisão da real necessidade de alguns serviços contratados e da análise de ofertas de serviços mais baratos que podem substituir aqueles que estamos pagando. Esse último ponto, se atrativo, será posto em prática pela portabilidade.

A seguir, listamos e explicamos alguns tipos de portabilidade:

Portabilidade de crédito: Diz respeito a você trocar uma dívida mais cara por outra mais barata, levando essa dívida para outro banco que tenha interesse em lhe oferecer uma taxa de juros menor. É sempre importante atentar para o custo efetivo total, que é a soma dos custos com taxa de juros e outros custos envolvidos na operação (como taxas de administração, seguros, impostos). A portabilidade só será atrativa se o custo efetivo total for menor. Para saber mais sobre portabilidade de crédito, clique aqui.

Em relação ao cartão de crédito, a operação é mais imediata: basta comparar o valor da anuidade, os benefícios oferecidos (como plano de fidelidade) e optar pelo cartão mais vantajoso, deixando de usar o outro (e lembrando de cancelar).

Portabilidade do plano de saúde: Diz respeito a escolher um plano com cobertura semelhante e menor preço. O problema nesse caso é a carência: o plano para o qual você migrou vai exigir que você passe um período sem acesso a alguns serviços. Em todo caso, há dispensa de carência:

– Quando a operadora contratada entrar em falência ou se tiver o registro cancelado pela ANS;

– Se o dependente perder o vínculo com o plano, devido ao falecimento do titular;

– Se você se aposentar ou for demitido sem justa causa;

É importante – apesar de lógico – ressaltar que para a portabilidade ocorrer, o plano selecionado deve ter preço igual ou inferior. Além disso, é preciso ter dois anos ou mais de seguro no plano anterior.

Portabilidade de conta-corrente: Alguns bancos oferecem a conta digital. Nela, você não tem tarifas e pode fazer a maioria das operações corriqueiras como saques, pagamentos e transferências. Para saber mais sobre conta digital, clique aqui.

Portabilidade de planos de telefonia: Essa é a portabilidade mais conhecida. Podemos mudar para uma operadora com plano mais vantajoso, mantendo nosso número. Isso é válido para telefonia móvel e para telefonia fixa, só que, nessa última, a mudança de acontecer na mesma cidade ou região.

Portabilidade de planos de previdência complementar: Diz respeito a migrar sua previdência privada para outra seguradora ou corretora que cobre taxas (de administração e de carregamento) menores e, com isso, consigam maior rentabilidade. Obviamente, você também pode migrar avaliando apenas a rentabilidade, mas, nesse caso, é preciso levar em conta o perfil de investimento dos planos atual e desejado (se conservador, moderado ou agressivo). Em todos os casos, sobre a portabilidade não incidirá IOF.

As limitações são:

– PGBL para PGBL e VGBL para VGBL;

– Se você optou pela tabela regressiva, não poderá migrar para tabela progressiva de imposto de renda.

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