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A importância de contar histórias para seu filho

A narração de histórias desenvolve a linguagem, apresenta o mundo da arte, amplia o universo de significados e ainda proporciona um momento simples e único de conexão entre pais e filhos

“Do mesmo jeito que jogamos a criança para o alto, demonstrando amor, contar pequenas histórias também é uma forma de enriquecer o afetivo”, diz Gilka Girardello, profa. da UFSC.

“Era uma vez uma menina que usava chapeuzinho vermelho”. Ou “Lá nos fundos do rio, vive uma bela sereia chamada Iara”. Ou ainda: “quando eu era pequena e ficava na casa da bisa Maria, sempre me pendurava no pé de manga que era beeem grande”. Seja qual for a sua preferida, todas essas frases são maneiras legítimas e interessantes de começar a narração de uma história. E, se parar para pensar, você também vai se lembrar de um causo que lhe foi contado com carinho pela tradição oral.

“A arte de contar histórias sempre teve uma função básica de passar o conhecimento de geração para geração”, diz Regina Machado, criadora e curadora do encontro internacional BOCA DO CÉU de Contadores de Histórias. Tanto que as histórias do começo da matéria datam de tempos memoriais, indefinidos, mas que vêm sendo transmitidas ao longo dos anos e das gerações.

É da natureza do ser humano contar histórias e estamos o tempo todo contando-as: no ônibus na volta da escola, no trabalho, quando nos reunimos para jantar. Contamos como foi o dia, o que fizemos, o que vimos, o que experimentamos. “A narração de histórias é um ancestral que a gente tem com a palavra. Desde sempre o homem precisou contar histórias para entender a vida”, diz Lili Flor, arte educadora da dupla Lili Flor & Paulo Pixo.

Com momentos de convivência e diálogo com os filhos cada vez mais raros hoje em dia, dado o tempo que passamos separados cada um em frente à sua própria tela, fica ainda mais difícil tirar um momento do dia para praticar essa tradição oral. “Por isso que, na atualidade, o contar história é também o resgate da afetividade. Vemos o distanciamento da troca, do olho no olho”, completa.

Nesse sentido, a narração de história, ainda que muitos não a vejam assim, é um tempo fundamental de brincadeira com o filho. “Do mesmo jeito que jogamos a criança para o alto, demonstrando amor, contar pequenas histórias também é uma forma de enriquecer o afetivo”, diz Gilka Girardello, professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Mas, além de ser um momento lúdico e de conexão com o filho, o ato também é importante para o crescimento dele de diversas formas.

Créditos: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/contar-historias-846940.shtml

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