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Saldo de FGTS em contas inativas: o que fazer com esses recursos?

O Governo Federal divulgou nessa terça, 14/02, o calendário do saque dos recursos do FGTS de contas inativas. Segundo as expectativas, isso injetará entre 30 e 40 bilhões de reais na economia. Ou seja, se para quem tem direito a sacar (já explico que tem), essa é uma boa notícia, para os empresários, para o comércio e para o governo, o desejo é seja uma notícia melhor ainda: todos eles querem que você gaste!

Vamos aos poucos…

O que são contas inativas de FGTS?

São contas que não recebem mais depósito por conta do encerramento do contrato de trabalho.

Quem tem direito?

Têm direito a sacar esses recursos todo trabalhador (cujo empregador tem obrigação de recolher FGTS) que tem contas inativadas até 31/12/2015. Ou seja, aquele trabalhador que pediu demissão ou teve seu contrato finalizado sem justa causa até a referida data. Aqueles que foram demitidos sem justa causa antes dessa data, muito provavelmente, já sacaram os recursos. Caso não tenham sacado ou tenham sacado parte, podem sacar seguindo o mesmo calendário.

Quanto é possível sacar?

Você pode sacar todo o saldo de todas suas contas inativas (até 31/12/2015).

Quando?

O calendário de pagamento leva em conta seu mês de nascimento. Confira na tabela a seguir:

Nascido em: Podem sacar a partir de:
Janeiro e fevereiro 10 de março
Março, abril e maio 10 de abril
Junho, julho e agosto 12 de maio
Setembro, outubro e novembro 16 de junho
Dezembro 14 de julho


Até quando?

Independente da data a partir da qual se pode sacar, o último dia para saque é 31/07/2017. Após esse prazo, voltam a valer as regras anteriores.

Qual o procedimento?

Se você tem até R$3.000,00 de saldo, você pode sacar em caixas eletrônicos, correspondentes bancários, em casas lotéricas ou nas agências da Caixa, apresentando seu Cartão Cidadão ou seus documentos pessoais, carteira de trabalho e PIS.

Se você tem mais de R$3.000,00, você precisa ir até uma agência da Caixa com seus documentos pessoais, carteira de trabalho e PIS.

Saiba mais no site da Caixa clicando aqui.

Agora, o mais importante: o que fazer com esses recursos?

Depende.

Se você tem cuidado das suas finanças, se está com as contas em dia, sugiro investir e/ou se presentear. Investir porque, mesmo que você não esteja precisando da “grana” agora, qualquer aplicação de renda fixa no mercado financeiro vai render mais que no FGTS. Não sacar é abrir mão de mais rentabilidade.

Presentear-se é importante, porque merecemos ser recompensados por nossos bons hábitos. Fazer tudo certo e não tirar nenhum benefício disso não é saudável. Mas é claro que só faz sentido se presentear com aquilo que você realmente precisa. Presentear-se não é gastar à toa.

Se você está endividado, os recursos deverão ser utilizados para quitar as dívidas mais caras. E tem que quitar mesmo. Abater o saldo devedor para redução do número de prestações não é tão eficiente, porque você vai continuar sofrendo na pele e no presente os efeitos dos juros. Se não der para quitar, tente negociar a redução das prestações. Assim, você vai ter um alívio no orçamento desde já.

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