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Relacionamento – 3 maiores forças que enfraquecem relacionamentos

Relacionar-se de forma comprometida e madura, em alguns momentos, é desafiador. Usando o trocadilho, a relação pode virar uma “ralação”. Afinal, relacionar-se, em algum momento, também significa “ralar”, encontrar nossa própria sombra. É, ainda, um caminho de evolução que pode ter suas partes doloridas. Algumas das maiores forças que empurram um relacionamento para o ralador são: apego, vitimização e projeção. Veja como isso pode acontecer, a psicóloga Gabriela Laurentino, esclarece como esses três pontos afeta um relacionamento.

1 – Apego: quando você se prende a quem o outro foi.

A parte mais difícil é o apego ao outro estático. Ou seja, queremos que a pessoa parceira se comporte e reaja para sempre de uma forma positiva e previsível. Por exemplo: tenho apego ao que meu namorado era no primeiro mês de namoro. E o homem que ele se tornou hoje sempre é comparado com aquele menino inicial (Que injustiça!). Sou eu a mesma mulher? Em tantas coisas eu sou outra também. Somos metamórficos, estamos em constante evolução. E isso é desejável.

Então, mapeio aqui o apego ao outro do passado como sendo um veneno nocivo para um relacionamento. Desapega! E olhe todas as vezes para seu par com um olhar fresco, como se fosse a primeira vez. Ele não merece ser rotulado. Assim como você também não gostaria de sempre ser enxergado e comparado com suas atitudes passadas. É muito desagradável quando as pessoas pré-conceituam todas as nossas reações, deixando de dar a atenção devida e ter a troca mágica do momento inédito acontecendo agora.

2 – Vitimização: você acha o outro culpado pela sua infelicidade?

A vitimização é um tópico óbvio e clássico. Isso é “auto ralação”, ou seja, significa esfregar um ralador no próprio coração. Eu estou em um relacionamento por escolha. Sim, pode ser uma escolha difícil de largar, o outro pode vacilar muito. Mas eu escolho estar aqui e agora. Então, por mais que seu par seja uma má companhia no seu ponto de vista, ele não é o culpado pela sua infelicidade. A pessoa pode apertar todos os botões para isso e estimular sua falta de alegria, mas quem está na relação é você. E outra: essa pessoa está tentando se livrar da dor e ser feliz, nas limitações da sua própria sombra e marcas da sua história. Topa encarar? Se não topar, caia fora e não se vitimize. Isso gera peso no outro e desempodera ambos. Devemos ficar na relação por amor e deixar o outro ir pelo mesmo motivo. As pessoas têm o direito de ser quem são.

3 – Projeção: características que não tolera no outro estão dentro de você

Isso fica claro nas brigas verbais, quando começamos a apontar o dedo para o outro, sem perceber todos os espelhamentos que produzimos! Projeto no outro o que não dou conta de ver em mim. Para as questões de projeção, muitas vezes precisamos de ajuda, afinal, temos muitos exemplos de relacionamentos afetivos arquivados no nosso inconsciente e esses interferem nossa visão clara da realidade. Modelos de relacionamentos irrealmente perfeitos, como príncipes e princesas de contos de fadas ou aqueles patologicamente construídos, como pode ser o caso das relações que vimos na própria família, dos pais e avós. Quando finalmente percebemos nossa necessidade e vício de projetar os desejos e as aversões no outro, damos a chance do apego e da vitimização serem revistos e aliviados. Largar a projeção é poder escrever sua própria história, permitindo que o outro a crie com você, cada um no seu tom original, com espaço para aceitação e a colaboração.

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