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3 dicas essenciais para começar a investir em ações. (Dica 2)

3 dicas essenciais para começar a investir em ações: dica 2.

No texto anterior, apresentamos e comentamos a dica 1: use o mercado de ações como meio para seus investimentos de longo prazo. Nesse texto de agora vamos avançar nas dicas sobre investimentos em ações, notadamente sobre a compreensão de que, para que uma oportunidade seja realmente consistente, o preço (ou cotação) da ação deve estar abaixo do valor justo da ação.

Dica 2: entenda a diferença entre preço e valor.

O valor de uma ação é a divisão do valor da empresa pela quantidade de ações emitidas por aquela empresa. Esse valor depende, portanto, dos fundamentos da empresa: da sua geração de caixa atual e futura, dos seus ativos (tangíveis e intangíveis), do perfil da sua dívida, de seus múltiplos/índices, de sua política de dividendos, da tendência do mercado onde ela está inserida, da sua governança, entre outros. Calcular o valor da empresa não é uma tarefa simples: requer conhecimento, prática e acompanhamento dos resultados, do balanço, das projeções e das características da empresa (tendo como premissa que as informações divulgadas são fidedignas, pois são empresas de capital aberto – aqui falando apenas de empresas negociadas em bolsa de valores).

Já o preço de uma ação é a cotação de mercado daquele momento. É a quantia pela qual a ação está sendo negociada (comprada e vendida). Mais precisamente, é quanto se pagou pela compra (ou quanto se recebeu pela venda) da ação na última negociação realizada. Você pode ver isso no livro de ofertas no seu homebroker.

Acontece que o preço não é obrigatoriamente igual ao valor.

O preço leva em conta o valor da ação, mas também é influenciado pelo “humor” e por especulações do mercado, por isso é possível que uma ação esteja sendo negociada a um preço maior que seu valor, ou a um preço menor que seu valor. Quando essa diferença é relativamente grande, você tem uma oportunidade consistente de “fazer dinheiro”.

Caso a ação esteja sendo negociada a um preço menor que seu valor, é natural esperar que, no médio/longo prazo, o preço se aproxime do valor, o que significa um investimento com potencial de retorno positivo. Já o contrário indica que, para médio/longo prazo, não faz sentido comprar ou manter essa ação, pois ela está cotada acima de seu valor. Se você tem essa ação na sua carteira, é uma boa hora para vender e realizar lucros (não vamos tratar aqui de aluguel de ação nem de venda a descoberto, pois são estratégias de curto prazo).

Dá certo sempre?

Não há “certo sempre” no mercado. Há boas chances de dar certo, mas pode não dar. Portanto, não faz sentido comprometer todos os seus investimentos com ações e, particularmente, nessa estratégia, mais ainda se você é iniciante no mercado de capitais. Isso nos leva à terceira dica, que discutiremos no próximo texto: não comprometa mais que 20% da sua carteira de investimentos com ações.

Um abraço,

Rodrigo Leone

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