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“Conta Certa” por Dr. Rodrigo Leone

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Doutor em Otimização pela COPPE/UFRJ, mestre em Matemática e especialista em Administração Financeira pela FGV.

Profissional CPA-20, tem vasta experiência em consultoria empresarial e pessoal nas áreas de gestão de riqueza, diagnóstico, planejamento e controle financeiro, asset allocation, análise de custos e formação de preço, análise de balanço, avaliação de investimentos, valuation, estudos de viabilidade econômico-financeira, reestruturação financeira, elaboração de projetos estruturados de financiamento e tomada de decisão.

É professor do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Potiguar (UNP) em Natal – RN, onde ministra as disciplinas de Métodos Quantitativos e Finanças Corporativas, orienta teses e dissertações, desenvolve pesquisas científicas e é coeditor da revista científica RAUnP. Também é professor dos cursos de MBA e LLM do IBMEC, da HSM e autor de cursos para o Programa de Certificação de Qualidade EBAPE/FGV, para a FGV Online e para o Canal FGV Online, de cursos sobre gestão financeira empresarial, estatística, matemática financeira, tomada de decisão, gestão de custos e finanças pessoais, de vários artigos científicos, dos livros "Dicionário de Custos" (Editora ATLAS, 2004), "Os 12 Mandamentos da Gestão de Custos" (FGV Editora, 2007), "Curso de Contabilidade de Custos" (Editora ATLAS, 2010) e "Matemática Financeira" (FGV Editora, 2012) e dos e-books "Matemática Financeira Comentada" e "Planejamento Financeiro Pessoal: organizando, planejando e controlando os fluxos de caixa.

Nos últimos anos, ministrou palestras e cursos para mais de 5.000 pessoas, desenvolveu cursos in-company para a Petrobras, Vale do Rio Doce, Eletrobrás, Amil, Banco do Nordeste, Correios e Souza Cruz, apresentou artigos em congressos nacionais e internacionais e foi professor visitante na Universidade Carlos III de Madrid, Espanha, e na École Superieure des Affaires, em Grenoble, França.

É apresentador do programa "Conta +" sobre finanças, economia e investimentos na RCTV e consultor financeiro dos programas "Correio Debate" e "Correio Manhã", na TV Correio, afiliada da rede Record na Paraíba.

Mercado Acionário e a Importância da Regulação

A procura por bibliografia especializada e autores conhecidos é um fator crucial para o sucesso dos investidores na bolsa de valores. Nesse post, vamos apresentar os principais conceitos desse universo. Conceito de Ação Segundo Eizirik, “ação constitui um título de participação no capital social da sociedade anônima emissora, que confere ao seu titular o status socii, ou seja, o direito de participar da sociedade, como acionista.” Portanto, ação representa os direitos e as obrigações que os seus detentores adquirem, como sócios da companhia, em função de suas participações no capital social (EIZIRIK, 2008). Os Mercados O primário é aquele no qual o emissor faz a colocação dos títulos novos no mercado obtendo recursos provenientes dessas operações, sendo que este se distingue do secundário pelo fato do segundo ser caracterizado pela negociação da propriedade dos títulos, ou seja, há a transferência da propriedade de um agente para o outro sem que nenhum recurso seja canalizado para

Por que eu deveria investir em imóveis?

Estamos em abril de 2017. Alguns indicadores econômicos já dão sinais de retomada, outros indicadores nem tanto... No setor da construção civil especificamente, o cenário parece começar a melhorar. Claro que, no Brasil, o que vale hoje pode não valer amanhã. Inclusive em relação a previsões. Por que o brasileiro gosta de investir em imóveis? A razão me parece cultural. Eis algumas explicações: - O investimento em imóveis é tido como seguro, como conservador (temos a sensação de que o imóvel não perde valor seu valor, mesmo que, em muitos locais, isso não tenha acontecido nos últimos anos); - O imóvel é um ativo tangível, o que parece ser mais um fator de segurança para o investidor; - Investir em imóveis é uma prática antiga, o que faz desse investimento algo conhecido e, portanto, com baixo risco de eventos ou situações inesperadas. Quais as desvantagens? - O preço dos imóveis não tem crescido tanto como nos anos 2007-2013. Apesar de ainda haver um grande déficit habitacional

Vamos falar de objetivos financeiros…

Já escrevemos outras vezes aqui no blog sobre o processo de gestão financeira pessoal. Esse processo, segundo entendemos, tem cinco etapas: (1) o diagnóstico financeiro, (2) os objetivos financeiros, (3) os planos e ações financeiros, (4) a execução e (5) a medição e o controle. Uma vez feito o diagnóstico, passamos a tratar do que você quer alcançar. Nessa etapa do processo, precisamos formatar seus objetivos financeiros, definindo-os e delimitando-os. Definir e delimitar significa dizer que seus objetivos devem fazer sentido: serem compreensíveis, justificáveis e possíveis. Se você sabe realmente o que você quer e quando quer, seus objetivos são compreensíveis, e você é capaz de descrevê-los. Não adianta termos objetivos vagos, precisamos deles completos. Por exemplo, dentro de 10 anos, eu quero comprar (e não construir) uma casa de campo, nas proximidades de Itaipava (RJ), três quartos, jardim, lareira, dentro de um condomínio horizontal, preço variando entre X e Y reais. Isso é

Devo comprar ou alugar o imóvel onde vou morar?

Pergunta simples e direta; resposta bastante complexa, pois depende de vários fatores. Vamos ver um a um, considerando apenas os aspectos financeiros (não vamos considerar aspectos subjetivos como o sonho de ter a casa própria). Fator 1: onde o imóvel está localizado? O mercado imobiliário não é mais o mesmo de 4, 5 anos atrás. Os preços não têm subido tanto. Na maioria das capitais, o aumento dos preços se limita à inflação, ou seja, não há aumento real. Em outras, como São Paulo, Brasília e Porto Alegre, os preços até diminuíram por conta daquela famosa lei da oferta e da procura, principalmente os imóveis prontos (isso não se aplica, claro, a todos os bairros). Os compradores sumiram e muitos donos de imóveis, por conta da crise, estão precisando “fazer dinheiro”. Portanto, dependendo de onde esteja o imóvel, você pode encontrar oportunidades interessantes de comprá-lo por um preço bem abaixo do valor justo. Nesse caso, comprar o imóvel é interessante tanto para morar quanto para

Liquidez nos investimentos: o que é isso?

Como forma de diversificação, muitos investidores procuram ativos que possam ser vendidos facilmente, para cobrir despesas emergenciais ou aproveitar oportunidades passageiras. Isso, inclusive, faz parte da gestão financeira pessoal: temos objetivos de curto, médio e longo prazos, por isso, precisamos de aplicações em que o valor poupado/investido possa ser retirado tempestivamente. Mas, ao selecionar os ativos, é importante não confundir “ser vendido facilmente”, do inglês marketability, com “liquidez”, nem tampouco “liquidez fraca” com “liquidez forte” (essas últimas são definições nossas). Uma empresa inteira não tem “marketability”. Para vendê-la, mesmo que por um preço bem abaixo do que você acha que ela vale, o comprador precisará valorá-la: avaliar os recebíveis, os custos e despesas, os recursos humanos, os processos, os clientes, a participação no mercado, os potenciais, os produtos, a inovação, os diferenciais, os ativos permanentes (tangíveis e intangíveis), etc. Isso lev

Todo brasileiro é técnico de futebol e especialista em investimentos. Tome cuidado!

Vai me dizer que você não reclama quando o técnico do seu time substitui aquele jogador que, na sua avaliação, era o melhor em campo? E que não o xinga quando ele decide armar o time na retranca, colocando três volantes de marcação, para um jogo de vida ou morte? Vai me dizer que você nunca ficou gritando para a TV, ou mesmo das arquibancadas, que era para o time atacar pela esquerda, aproveitando a avenida deixada pelo lateral direito do time adversário? Ou que seu ponta de lança deveria encostar nos atacantes como homem surpresa, por trás do zagueiro central deles, que não tem mais toda aquela velocidade? Pois é. É por isso que dizem por aí que todo brasileiro é técnico de futebol. Acontece que, nos últimos anos, o brasileiro tem se especializado em outros assuntos, entre eles o mercado de ações. Todo mundo tem sempre uma dica para você! Por que a Economia está como está? Eles sabem. O que devemos esperar daqui para frente? Eles sabem. O Banco Central está certo ou errado? Eles s

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí…

Concordo. É um título bem batido para um texto sobre finanças pessoais no carnaval (kkkk), mas vamos ao que interessa: como controlar os gastos e economizar no carnaval? Dica 1: Planeje! Ao longo do ano, reserve/poupe mensalmente para acumular a quantia prevista para ser usada durante o carnaval. Por exemplo, se você pretende gastar R$600,00 nesses cinco dias, guarde todo mês R$50,00. Se você não sabe quanto vai (ou quanto costuma) gastar, aproveite esse carnaval para fazer esse levantamento. Anote seus gastos com fantasia, bebidas, comidinhas, acessórios, confetes, serpentinas, etc. e considere a soma total como o valor a ser acumulado ao longo dos próximos 12 meses. Dica 2: Antecipe! Quanto mais próximo do carnaval, mais caros ficam todos os itens. Por isso, compre com antecedência. Dica 3: Estabeleça um orçamento diário Se você reservou R$600,00 para os cinco dias de carnaval, tente manter o gasto diário em torno de R$120,00. Claro que você pode gastar um pouco mais em um ou

Saldo de FGTS em contas inativas: o que fazer com esses recursos?

O Governo Federal divulgou nessa terça, 14/02, o calendário do saque dos recursos do FGTS de contas inativas. Segundo as expectativas, isso injetará entre 30 e 40 bilhões de reais na economia. Ou seja, se para quem tem direito a sacar (já explico que tem), essa é uma boa notícia, para os empresários, para o comércio e para o governo, o desejo é seja uma notícia melhor ainda: todos eles querem que você gaste! Vamos aos poucos... O que são contas inativas de FGTS? São contas que não recebem mais depósito por conta do encerramento do contrato de trabalho. Quem tem direito? Têm direito a sacar esses recursos todo trabalhador (cujo empregador tem obrigação de recolher FGTS) que tem contas inativadas até 31/12/2015. Ou seja, aquele trabalhador que pediu demissão ou teve seu contrato finalizado sem justa causa até a referida data. Aqueles que foram demitidos sem justa causa antes dessa data, muito provavelmente, já sacaram os recursos. Caso não tenham sacado ou tenham sacado parte, pode

Mudanças nas regras da previdência pública… Diversifique sua carteira com ativos que rendam acima da inflação! (Parte 03)

No plano financeiro para a aposentadoria, é preciso selecionar os ativos que comporão sua carteira de investimentos. Já falamos aqui outras vezes, mas não custa lembrar, que essa composição deve balancear risco e retorno, respeitando sua capacidade de poupança, para que você atinja seu objetivo com eficiência. Não coloquei a liquidez nesse balanceamento, porque já supus que os recursos ficarão alocados, sem necessidade de resgate, até a aposentadoria. Há muitos ativos disponíveis no mercado financeiro, adequados para horizontes de longo prazo: títulos públicos (do Tesouro Direto), títulos privados (de bancos e/ou empresas não financeiras), previdência privada, ações, fundos de investimento, fundos imobiliários e, até mesmo, os próprios imóveis. Cada um tem seus pros e contras. Por isso, diversificação é a palavra de ordem. Não inseri nessa lista a caderneta de poupança, porque seu ganho real tem sido praticamente zero nos últimos anos: se num ano, a rentabilidade supera a inflação,

Mudanças nas regras da previdência pública… A importância do bom senso para o planejamento financeiro da aposentadoria (Parte 02)

Antes de escrever sobre a escolha dos ativos para montar uma carteira de investimentos para a aposentadoria, como prometi, queria abrir um parêntesis para contar uma história sobre bom senso e planejamento. Ano passado, fizemos uma reforma nos quartos dos nossos filhos. Na oportunidade, estivemos (algumas vezes) na casa do marceneiro, seu Joãozinho, para avaliarmos o avanço do mobiliário. Da primeira vez que fomos, o Joãozinho nos mostrou seu “escritório” e atentou para o que já está planejado em sua cabeça: em três ou quatro anos, iria transformar a casa em pontos comerciais (já tinha comprado inclusive as portas para as três salas que construirá) e se aposentar. O plano era morar em seu “sitiozinho”, criar bodes (já comprou alguns) para a engorda e a venda, alugar esses pontos e viver de renda. Naquele mesmo dia, durante o almoço na casa da minha mãe, após eu comentar os planos do seu Joãozinho, minha irmã perguntou se ele tinha assistido a uma de minhas palestras sobre planejamen

Como usar a portabilidade de serviços para reduzir os gastos

Em tempos (e quanto tempo!) de crise e aperto financeiro, toda economia é bem-vinda. Nesse post, quero falar sobre portabilidade, não só de crédito, como de outros serviços. Antes, porém, preciso situar a portabilidade dentro do planejamento financeiro pessoal. Não me canso de repetir aqui que a organização e o controle do seu caixa são ações primordiais para a condução responsável de suas finanças, além de serem o ponto de partida para a priorização das despesas: ao classificá-las como essenciais, importantes, supérfluas ou desperdício, sabemos onde atacar com mais afinco. Eliminar o desperdício é obrigação; ter equilíbrio com as despesas supérfluas é fundamental para o par orçamento e qualidade de vida; finalmente, reduzir os gastos importantes e essenciais pode fazer toda diferença entre estar no azul e estar no vermelho. A redução dos gastos virá da revisão da real necessidade de alguns serviços contratados e da análise de ofertas de serviços mais baratos que podem substituir a

Mudanças nas regras da previdência pública… Como fazer meu planejamento para a aposentadoria (parte 01)

A cada dia que passa, fica mais evidente que não podemos contar apenas com a previdência pública para manter nosso bem-estar na aposentadoria, seja pela ineficiência da gestão, seja pela mudança periódica nas regras. É preciso buscar formas complementares de manter nosso padrão de vida quando deixarmos de trabalhar. O planejamento para a aposentadoria tem alguns vilões, algumas ameaças, mas tem também uns aliados. Vejamos: - Inflação: não sabemos quanto será a inflação no próximo mês, quem dirá saber a inflação nos próximos anos até a aposentadoria e durante a aposentadoria... Uma solução é buscarmos diversificar nossa carteira de investimentos com produtos financeiros que tenham rentabilidade indexada a algum índice de inflação; - Despesas no futuro: muita gente não sabe quanta gasta mensalmente hoje, quem dirá saber quanto gastará ao se aposentar. Uma solução é pesquisar com aposentados da sua classe social, com estilo de vida parecido com o que você deseja ter lá na frente...